As lendas da Palmeira e do Bom Ladrão


As lendas da Palmeira e do Bom Ladrão
Lendas são narrações piedosas que se propagavam na Idade Média, e cuja veracidade não se baseia em documentos autênticos. Sem aprovar tais narrações, a Igreja não as rejeita de modo absoluto e deixa plena liberdade para serem aproveitadas como histórias edificantes.Entre as lendas relativas à fuga para o Egito, as mais conhecidas são a da Palmeira e a do Bom Ladrão.

Um dia a Sagrada Família, fatigada pela longa viagem, parou à sombra de uma palmeira a fim de descansar um pouco. Apertada pela fome, e notando os cocos dourados que pendiam da palmeira, Maria sentiu que não estavam ao alcance da sua mão. Jesus viu o desejo de sua mãe e comoveu-se. Dirigindo-se à palmeira, disse: “Curva-te, bela palmeira, e alimenta minha terna mãe com tuas frutas”. A estas palavras, a árvore reconheceu a voz do seu Criador e inclinou-se, e Maria colheu tantas frutas quantas desejava.

Após nova ordem do divino Menino a palmeira se ergueu de novo, e muito altaneira. Mas tão bela ação não podia ficar sem recompensa. Jesus continuou: “De agora em diante, quero que a palma seja o símbolo da vitória e brilhe eternamente nas mãos de todos aqueles que triunfarem sobre a terra, nos santos combates da virtude”.

Em seguida veio um anjo, que cortou uma folha da generosa palmeira e a levou logo para o Céu. Por um novo prodígio deste Menino divino, uma fonte brotou ao pé da palmeira, a fim de refrescar os viajantes.

A lenda sobre Dimas, o bom ladrão, diz que ele já era salteador no tempo em que a Sagrada Família fugiu para o Egito. Encontrando um dia os fugitivos, ficou tocado pelo encanto sobre-humano do Salvador, convidou-os a abrigarem-se na sua caverna e mandou aprontar-lhes um jantar.

Dimas tinha um filho leproso. Sua mulher preparara um banho para Jesus, e depois de Maria ter banhado o divino Menino, disse à mãe do leproso para mergulhar nessa água o corpo de seu filho, que saiu repentinamente curado. Este prodígio surpreendeu o ladrão, a tal ponto que se prostrou aos pés dos viajantes, parecendo adorá-los. Em seguida tomou o Menino Jesus em seus braços, e disse: “Se feliz criança, tendes muita graça e poder demais para serdes só filho de uma mulher. Encomendo-me a Vós. Quando precisar de vosso auxílio, lembrai-vos de mim”.

No dia seguinte a Sagrada Família continuou a jornada, e Dimas acompanhou-a até os confins do deserto. Trinta e três anos depois, dois ladrões foram crucificados ao lado de Jesus, sobre o Calvário: um expirava com a blasfêmia nos lábios, a raiva e o desprezo no coração; o outro, repentinamente esclarecido por uma graça poderosa, detestava sua vida criminosa e confessava a divindade do Salvador, a quem dirigia esta oração: “Senhor, lembrai-vos de mim quando estiverdes no vosso Reino”. Este ladrão penitente era Dimas.
(“Maria ensinada à mocidade” – Livraria Francisco Alves, 1915)
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