Nossa Senhora de Banneux – Virgem dos Pobres

Nossa Senhora de Banneux – Virgem dos Pobres
(Liège, Bélgica –– 15 de janeiro de 1933)Em sua mais recente obra Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana, mostra o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que a oportuna opção preferencial pelos pobres, recomendada pelo João Paulo 11, se compagina bem com uma simultânea opção preferencial pelos nobres. Nobres e pobres precisam de muito apoio hoje em dia, tendo em vista as provações especiais que eles enfrentam em nossa época

Assim sendo, a atual resenha mariana é dedicada à Virgem dos Pobres, tal como Ela se autodenominou ao aparecer em Banneux, pequeno povoado pertencente à diocese de Liège, uma das mais célebres cidades da Bélgica.

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Queira Ela, a mais nobre das criaturas de Deus, nos inclinar a imitá-La em seu caridoso desvelo para com os pobres.

Transcorria um rigoroso inverno na vila de Banneux, em 1933, seis anos antes da II Guerra Mundial. Domingo, 15 de janeiro, era mais um dia penoso na árdua vida de família de Julião Beco. Este estava subempregado, sua esposa padecia problemas de saúde, a moradia familiar era precária e pobre, além de ser numerosa a prole: oito filhos pequenos. Mas o pior é que a pobreza não era apenas material, mas também espiritual. O pai não praticava a Religião desde a época de sua Primeira Comunhão. A mãe, como frouxa formadora dos filhos, tinha-lhes ensinado sem fervor apenas algumas orações. O casal não se preocupava com o bom aproveitamento das crianças nas aulas de catecismo da paróquia’

Apesar dessas circunstâncias adversas, a filha primogênita, Mariette, com doze anos então, era muito dedicada. Já sabia cuidar dos afazeres domésticos quando a mãe adoecia Tinha o senso de uma zelosa dona-de-casa: apreciava ordem, limpeza, economia. Na escola, apesar das numerosas mas involuntárias faltas, era aluna diligente. Seus cadernos atestavam bem sua aplicação. De boa índole, esforçava-se em animar a todos. Sabia degustar as alegrias simples e puras da vida que Deus concede. E dando este bom exemplo, edificava os outros.

Naquele domingo, aproximadamente às 19 horas, Mariette olhava pela janela para ver se já estava de volta Julião, o irmão que lhe seguia em idade. Inesperadamente, no pobre jardinzinho, já bem escuro, começou ela a notar a presença de uma bela Dama luminosa.

De início, Mariette duvidou. Não seria alguma ilusão causada pelos reflexos titubeantes de uma lâmpada de óleo que estava ali perto, dentro da casa? Afastou-a e certificou-se de que se tratava, na realidade, de uma Senhora que, sorridente, e de modo bondoso, dirigia-se a ela, aparentando desejar dizer-lhe algo com gestos afáveis.

A menina exclamou então: “Mamãe! Mamãe! Venha! Parece que Nossa Senhora está no jardim!” A mãe, de outro cômodo da casa, mandou que a filha deixasse de bobagens e fosse dormir.

A aparição, entretanto, continuava. A Senhora era de média estatura, com vestido e véu brancos, sendo que a alvura da veste era mais intensa. Esta fechava-se sob o queixo da Senhora, era lisa até a cintura e depois alargava-se até os pés, formando pregas harmoniosas. As pontas do largo cinto azul caíam-lhe diante do vestido. O véu cobria-lhe ombros e braços. As mãos estavam juntas, mas abaixadas. A Dama sorria com o olhar e os lábios, estando ligeiramente inclinada para seu lado esquerdo. Essa postura, característica da Virgem de Banneux, permitia que se visse o pé direito de Nossa Senhora, ornado com uma rosa de ouro. Apoiava-se ele sobre uma nuvem prateada, a uns três palmos do chão. Uma luz brilhante, opalescente, circundava a Virgem. E em tomo de sua cabeça notava-se uma auréola de raios de luz divergentes.

Mariette, que de inicio tivera medo, tranqüilizou-se, tomou o terço e rezou seis dezenas. A Dama, com um gesto, chamou-a ao jardim. Mas a mãe da menina trancou a porta da casa à chave e desceu as persianas da janela. Antes de se retirar do recinto, Mariette rezou ainda uns dez minutos, espiando pela janela, levantando um pouco a persiana. Nessa ocasião, a Senhora já havia desaparecido.

Além dessa, tiveram lugar mais sete aparições, todas um tanto misteriosas. Ao longo delas, Nossa Senhora pronunciou apenas poucas frases, além de comunicar um segredo particular a Mariette.

Na terceira aparição, ao Lhe ser perguntado quem era, respondeu: “Eu sou a Virgem dos Pobres”. E afirmou’ que uma fonte natural de água, que havia ali junto, serviria para o bem de todas as nações, como também aos doentes.

Nossa Senhora pediu que se construísse uma capela no local. Pelos frutos – isto é, pelos favores espargidos pela Mãe de Deus – pode-se conhecer a árvore: foram tantas as graças concedidas, que em pouco tempo foi necessário transformar a capela em santuário, devido ao afluxo de peregrinos e à falta de espaço para afixar ex-votos de agradecimento.

Várias casas de congregações religiosas instalaram-se nas imediações do local das aparições para atender doentes.

Por que colocar limites ao exercício da misericórdia de Nossa Senhora? Não satisfeita com a água milagrosa de Lourdes, certamente a Virgem Santíssima quis oferecer a seus fiéis devotos também a de Banneux.

FONTE DE REFERÊNCIA:
Pierre Molaine, L’itinéraire de ia Vierge Marie, Éditions Corrêa, Paris, 1953, pp. 413-431.

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