Nossa Senhora da Consolação

Nossa Senhora da Consolação
A todos os que estejam aflitos, recomenda-se rezar a jaculatória “Consoladora dos aflitos, rogai por nós”

Devido aos terríveis flagelos espirituais e materiais que açoitam o mundo, atingindo não raramente a vida quotidiana de muitos, inúmeras pessoas ficam aflitas. Algumas, infelizmente, chegam a cair no desespero.

Para vencer as dificuldades que a Providência permite que se abatam — merecidamente ou não — sobre nós, suportar com paciência os sofrimentos e enfrentar as lutas e adversidades da vida com ânimo, ênfase e resolução, nada melhor do que recorrer a Nossa Senhora da Consolação.

Nossa Senhora e os Apóstolos

Os Apóstolos tiveram a insigne graça de acompanhar de perto o Divino Mestre. Ao vê-lo afastar-se, para subir ao Céu gloriosamente, poderia tê-los invadido uma sensação de desamparo, de desolação. Mas com eles ficara Nossa Senhora.

E Maria Santíssima, como verdadeira Mãe dos discípulos de Nosso Senhor, consolou-os e os encorajou na árdua e nobre missão de levar a Fé ao mundo imerso no paganismo, que lhes fora dada claramente pelo Redentor: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer será condenado” (Mc. 16, 15-16).

Malgrado o que dizem certos membros da corrente progressista “católica” favorável a uma neomissiologia, este mandado divino continua e continuará imutável, não só para os sucessores dos Apóstolos, mas para todos os cristãos. E Maria Santíssima continua sendo, neste vale de lágrimas, a consoladora de todos os filhos que a Ela recorrem.

Agostinianos difundem devoção a Nossa Senhora da Consolação

A devoção a Nossa Senhora da Consolação — ou Consoladora dos aflitos, como está inserida na Ladainha Lauretana — difundiu-se em todo o mundo por intermédio dos agostinianos, pois a Ela se deve a conversão de seu Santo Fundador.

Santa Mônica, amargurada pelos desvarios de seu filho Agostinho, recorreu à Mãe da Consolação, e pouco depois teve a suprema alegria de vê-lo convertido e fervoroso católico. Ele tornou-se um dos maiores santos da Igreja, e escolheu como protetora da Ordem que fundou a Consoladora dos aflitos, incumbindo seus filhos espirituais de divulgar essa devoção.

A invocação Nossa Senhora da Consolação foi aprovada pelo Papa Gregório XIII, em 1577. E sua festa é celebrada no primeiro domingo após o dia de Santo Agostinho (28 de agosto). Dessa forma, a festa é móvel.

Maria consola seus devotos no purgatório

Nossa Senhora socorre seus devotos não apenas neste mundo, mas também no purgatório, onde tem pleno poder, tanto para aliviá-los como também para livrá-los completamente.

Sobretudo em suas festas, Nossa Senhora vai até o purgatório e liberta grande número de almas. Eis o que conta Santo Afonso Maria de Ligório, em sua magnífica obra “Glórias de Maria Santíssima“:

Refere São Pedro Damião [Doutor da Igreja falecido em 1072] que certa mulher, chamada Marózia, apareceu depois de morta a uma sua comadre, e lhe disse que no dia da Assunção de Maria havia sido libertada do purgatório. Que, juntamente com ela, saíra um tão considerável número de almas, que excediam o da população de Roma“.

Igreja e cemitério da Consolação, em São Paulo

Desde o século XVIII, havia na capital paulista um cemitério, situado naquela época bem distante do centro da cidade.

Exprimindo o consolo que a Mãe de Deus concedia àqueles que iam visitar os restos mortais de seus entes queridos, foi erigida não distante do cemitério uma igreja dedicada a Nossa Senhora da Consolação. Em 1907, aquele templo foi demolido, dando lugar ao que hoje ali se encontra, com sua torre de 75 metros de altura e ornamentado interiormente por expressivas pinturas de autoria de Oscar Pereira da Silva e Benedito Calixto. O cemitério e a rua que o liga à igreja receberam também o nome de Consolação.
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Fontes de referência:
– Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria Santíssima, Vozes, Petrópolis, 1964, 6ª ed., p. 154.
– Padre Laurentino Gutiérrez OSA, Manual da Arquiconfraria da Sagrada Correia, Editora Ave Maria, São Paulo, 1960.
– Nilza Botelho Megale, Cento e doze invocações da Virgem Maria no Brasil, Vozes, 1986, 2ª ed.
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