Nossa Senhora, refúgio dos pecadores

Nossa Senhora refúgio dos pecadores

Nossa Senhora, refúgio dos pecadores
Convém distinguir duas categorias de pecadores, uma distinção fundamental nos dias de hoje.

Há pecadores que detestam o pecado e admiram as almas virtuosas; quando têm a infelicidade de cair, logo procuram reerguer-se e fazer penitência.

Existem também — e hoje constituem uma legião — os que pretendem justificar o pecado, odeiam ou desprezam os que praticam a virtude. Assim, têm “obstinação no pecado” ou “negam a verdade conhecida como tal“, atitudes que constituem pecados contra o Espírito Santo.

Os que procuram justificar seus pecados não recorrem a Nossa Senhora. E esse é — como ensina São Luís Maria Grignion de Montfort — um sinal infalível de condenação eterna.

Os pecadores que reconhecem e lastimam seus erros devem sempre pedir a proteção de Nossa Senhora. A Santíssima Virgem os acolherá invariavelmente com misericórdia, pois Ela é o Refúgio dos Pecadores. E quanto mais nos sentirmos pecadores, mais Ela será nosso refúgio.

Santa Maria Egipcíaca recorre a Nossa Senhora — Entre os inumeráveis exemplos de misericórdia de Nossa Senhora para com os piores pecadores arrependidos, o de Santa Maria Egipcíaca é dos mais impressionantes.

Com apenas doze anos de idade, fugiu da casa paterna e foi para Alexandria (norte da África), onde se prostituiu. Depois de passar 16 anos em pecados infames, tomou um navio que ia para a Terra Santa. Quando chegou a Jerusalém, celebrava-se a festa da Exaltação da Santa Cruz. Movida pela curiosidade, quis a pecadora entrar numa igreja. Mas no limiar da porta sentiu uma força que a repelia para trás. Tentou por mais três vezes entrar, mas sempre era repelida.

Então, encostando-se num canto do pórtico da igreja, recebeu a graça para conhecer que, por sua má vida, Deus a tocava para fora do templo. Levantando depois os olhos, viu uma imagem de Maria Santíssima, pintada no pórtico. Com o coração contrito e humilhado, a pecadora disse então a Nossa Senhora: “Ó Mãe de Deus, tende piedade desta pobre pecadora. Bem vejo que pelos meus pecados não mereço que olheis para mim; mas sois o Refúgio dos Pecadores; por amor de Jesus, vosso Filho, ajudai-me. Fazei que eu possa entrar na igreja, pois quero mudar de vida e fazer penitência onde Vós me ordenardes”.

Ouviu então uma voz interna, como se a Santíssima Virgem lhe respondesse: “Já que a mim recorreste e queres mudar de vida, entra na igreja, que já sua porta não se fechará para ti.” Entrou a pecadora, adorou a Santa Cruz e chorou. Tornou à imagem e disse à Rainha dos Céus: “Senhora, estou pronta. Irei aonde Vós quiserdes que eu vá para viver retirada e fazer penitência.”

57 anos de penitência no deserto — “Vai para o Rio Jordão e acharás o lugar do teu repouso”, respondeu-lhe a Virgem.”

A pecadora confessou-se, comungou, atravessou o rio, chegou ao deserto e entendeu que ali era o lugar de sua penitência.

Nos primeiros 17 anos, enfrentou grandes combates com os demônios, desejosos de vê-la recair. Mas ela sempre recorria a Maria Santíssima, que lhe deu forças para resistir nas batalhas contra os anjos decaídos e as paixões desordenadas.

Finalmente, depois de ter vivido 57 anos naquele deserto, achando-se na idade de 87 anos, permitiu a Divina Providência que fosse encontrada pelo abade São Zózimo. A penitente contou ao santo toda a sua vida, e pediu-lhe que ali voltasse no ano seguinte e lhe trouxesse a sagrada comunhão.

Voltou, com efeito, o santo abade, e deu-lhe a comunhão. Depois, a egipcíaca pediu-lhe que viesse outra vez visitá-la. Retornou novamente São Zózimo e encontrou-a morta, com o corpo cercado de luzes, e junto à cabeça escritas as palavras: Sepulta neste lugar o corpo desta miserável pecadora, e roga a Deus por mim.

Neste momento apareceu um leão, que abriu uma cova na qual São Zózimo sepultou a admirável Santa Maria Egipcíaca.

Fonte de referência:
Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria Santíssima, Editora Vozes, Petrópolis (RJ), 1964.
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Uma resposta

  1. A Humanidade vive o desalento dos discipulos de Emaús de forma cada vez mais profunda, às tantas já nem queremos reconhecer a verdade, a nossa unica verdade é que não vale a pena uma vida de amor, de entrega, de doação, este tipo de vida é cada vez mais uma coisa de doidos e sem sentido, já que o que é preciso é aproveitar a vida ao máximo e os prazeres que existem no mundo. (…)Este desalento fecha-nos dentro de nós mesmo e impossiblita-nos a chegada ao amor, um amor maior, mais verdadeiro, mais autêntico, mais fonte de vida. Os tempos que correm são tempos de morte, de descrença, do não reconhecimento de Deus na vida, no dia a dia. As escrituras já não nos dizem nada e para o nosso novo estilo de vida é preferivel não acreditar num Jesus ressuscitado pois a fonte da nossa vida tornou-se o desespero do medo da morte.

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