Coragem e obediência dos cruzados

As Cruzadas

Coragem e obediência dos cruzados Os inimigos dos cristãos, durante as Cruzadas, muitas vezes admiravam sua coragem invencível e sua resignação, que chegava a tocar as raias do sublime. Uma carta escrita pelo Patriarca da Armênia a Saladino relata como os soldados e os companheiros de Frederico Barbarroxa tiveram bastante força para resistir às terríveis provações:

“Os alemães são homens extraordinários. Têm uma vontade inquebrantável, e nada os pode desviar de seus desígnios. O exército está sujeito à disciplina mais severa, jamais uma falta fica sem castigo. Coisa singular: eles evitam todo prazer! Ai daquele que se permita alguma voluptuosidade! Tudo isso é causado pela tristeza de ter perdido Jerusalém. Eles evitam para suas vestes todo tecido precioso, e só se querem revestir de ferro. Quanto à paciência na fadiga e na adversidade, ela sobrepuja toda a credulidade”.

“Quem não se teria comovido até as lágrimas, vendo bispos e ilustres cavaleiros, doentes e fracos, levados sobre leitos no lombo de cavalos, através dos precipícios? Víamos escudeiros, de rosto coberto de suor, levar em seus escudos seus amos doentes”.

“Todavia, o amor dos príncipes por aquele que dirige os passos dos homens, o desejo da Pátria celeste, à qual aspiravam, fazia que suportassem todos esses males sem se queixarem”.

(J. F. Michaud, “História das Cruzadas”)
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