Festa de Corpus Christi, devoção que teve sua origem na Idade Média

Corporal ensanguentado de Bolsena que está na Baslica de Orvieto aonde pode ser visto e venerado pelos fieis

Festa de Corpus Christi, devoção que teve sua origem numa visão e milagre eucarístico na Idade Média

Na Idade Média, os homens tinham uma devoção enlevada pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para libertar seu túmulo dos muçulmanos fizeram-se as cruzadas. A história da festa de Corpus Christi tem origem nessa devoção.

No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo, a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Visão sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento

A abadessa Santa Juliana de Mont Cornillon ardia em desejos de que o Santíssimo Sacramento tivesse uma festa especial. Ela teve uma visão em que a Igreja aparecia como uma lua cheia com uma mancha negra, sinal da ausência da solenidade.

Santa Juliana comunicou a visão a vários prelados. Entre estes estava o futuro Papa Urbano IV.

O bispo Roberto de Lieja, em 1246, instituiu a celebração na diocese. O exemplo se estendeu especialmente por toda a atual Alemanha.

Milagre Eucarístico de Bolsena

Em 1263, Pedro de Praga, padre alemão, estava celebrando Missa na Igreja de Santa Cristina em Bolsena. Ele vinha entretendo sérias dúvidas sobre a realidade da presença de Cristo na Hóstia consagrada. Assim que ele completou as palavras da Consagração, o Sangue começou a escorrer da Hóstia Consagrada e correr por suas mãos abaixo, sobre o altar e sobre o linho (corporal). Vendo isto, ele interrompeu a Missa e viajou depressa a Orvieto onde o Papa Urbano IV residia.

Ao ouvir a história dele, o Papa o perdoou por ter dúvidas e enviou os representantes a Bolsena, para investigarem. Paroquianos e outras testemunhas confirmaram a história do padre; e a Hóstia e os linhos manchados estavam lá para todos verem.

Festa de Corpus Christi instituida pelo Papa Urbano IV

A investigação confirmou tudo aquilo que o padre havia relatado. Um ano depois, em agosto 1264, o Papa Urbano IV instituiu a Festa de Corpus Christi (Corpo de Cristo). Este corporal conserva-se até hoje na basílica de Orvieto – construída, aliás, para guardá-lo – onde pode ser visto e venerado pelos fiéis.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a pedido de vários bispos, fez com que se estendesse a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula “Transiturus” de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício.

O Papa Urbano IV encarregou um ofício e a liturgia das horas a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino; mas quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boaventura foi rasgando o seu em pedaços.

A festa foi estendendo-se a toda a Igreja a partir do século XIV.

Quando os protestantes negaram a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Hóstia consagrada, o Concílio de Trento reforçou o costume e dissipou os contestatários, determinado que fosse celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos.

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