Nossa Senhora de Nouillan

Nossa Senhora de Nouillan ladeada de Santa Lucia e Santa Apolonia

(Aparições em Montoussé, França, 1848 – 23 de junho)

Era verão, quase meio-dia, na paróquia de Montoussé. Três meninas brincavam nas proximidades das ruínas da capela de Nouillan. Cha­mavam-se Francisca Vignaux-Miquiou; sua prima, FranciscaVignaux, ambas com doze anos; e Rosa Dasque-Poulouzin, com oito anos de idade.

– Oh! diz subitamente uma das crianças, vejam lá!

Sob um agreste arbusto com espinhos, a poucos passos de uma fonte natural, viram uma Dama. A Senhora parecia com a imagem milagrosa de Maria que outrora se venerava na capela. Em silêncio olhava para as pequenas. De repente, Ela desapareceu.

Naquele ano e no seguinte, testemunhas de idades diferentes, pessoas maduras, tiveram visões da Virgem, todas semelhantes à imagem que então se encontrava na igreja de Montoussé. Ocorriam elas geralmente durante a recitação do Rosário, no mesmo lugar. Nossa Senhora permanecia silenciosa. Numa noite, foi vista ladeada por Santa Ágata e Santa Luzia, como tinha estado na capela de Nouillan.

Qual a razão de tanta bondade no fato de a Rainha do Céu assim se manifestar? É claro que tais aparições visavam alcançar maior afervoramento dos fiéis, bem como de toda sorte de benefícios espirituais e materiais em seu favor. Foi o que sempre sucedeu com as aparições de Nossa Senhora.

Além disso, todos entenderam que Ela desejava a reconstrução da capela onde se venerava sua imagem. Não era lógico retribuir pelo menos com isso o insigne favor que consistia no fato de Ela aparecer junto às ruínas de sua capela?

Assim foi feito, esmagando a Virgem, dessa forma, mais uma vez, a cabeça da serpente: a capela de Nouillan tinha sido pilhada e destruí da pela Revolução Francesa.
Capela de Nouillan
Lá, desde origens e circunstâncias não registradas, que se perdem na noite dos tempos, era cultuada Nossa Senhora. Sua imagem foi ficando conhecida por muitos milagres alcançados através de sua veneração. A capela começou com um prodígio: caiu neve em pleno verão e só no espaço onde devia assentar-se o santuário! Se certo dia os cariocas vissem o Pão de Açúcar nevado, a surpresa não seria diferente. Santa Maria Maggiore, a grande Basílica mariana de Roma, teve também seu local demarcado por neve estival.

Numerosos documentos atestam os benefícios que ao longo dos séculos Nossa Senhora de Nouillan concedeu. Mas essa história pacífica sofreu a agressão da Revolução da “liberdade” e da “fraternidade” .

Jean Malaplate valentemente resgatou a imagem quando se deu o assalto demolidor. Algum tempo depois, quando a imagem, sem seu lugar próprio, tinha passado para Mantoussé, roubaram-na. Quem? Os partidários da “liberdade”. Para quê? Para queimá-la. Era um ato “fraterno” contra a “superstição”. Para isso partiram do povoado de La Barthe. Mas com risco de vida, Malaplate novamente resgatou a imagem.

Em 1820, outra tentativa revolucionária de roubar a imagem foi impedida. Desta vez por uma moça de dezesseis anos, Bertrande Correge, que a escondeu quando soube dessa urdidura.

Por aqueles anos de violências contra a Religião (que em nossos dias estão sendo reeditadas, junto com outras formas de agressão mais deletérias), a natureza mostrou-se também violenta. Saraivadas devastadoras, flagelo desconhecido na paróquia, durante sete anos consecutivos causaram grandes prejuízos. Ocorreram outras perturbações, como enchentes do rio Neste.

Mas Aquela que é simbolizada pelo arco-íris e a Arca da Aliança, em 1848, com suas aparições fez voltar a bonança a Nouillan-Montoussé. Já no dia da inauguração da capela, reedificada, houve uma cura prodigiosa. Assim, aos poucos, o que a Revolução fizera perder foi recuperado e depois incrementado.

A restauração de Nouillan teve lugar em 1856.

Em 1858, na mesma diocese, a de Tarbes, deram­-se as grandes aparições de Lourdes. Proximidades no espaço e no tempo misteriosas para nós. Mas claras no Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, que assim as determinou.
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Fonte de referência:
Pierre Molaine, L’Itinéraire de Ia Vierge Marie. Éditions Corrêa, Paris, 1953, pp. 185 a 193.

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