São Gaspar de Búfalo anjo da paz, pequeno apóstolo de Roma e martelo dos Carbonários

São Gaspar de Búfalo anjo da paz, pequeno apóstolo de Roma e martelo dos Carbonários

Celebramos no dia 21 de Outubro a festa deste santo cuja atenção me foi referida pela excelente página de Verdades Esquecidas 

São Gaspar de Búfalo

São Gaspar de Búfalo – Missioneiro e Fundador da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Missioneiro em Roma e Italia, Fundador da Congregatio Missionariorum Pretiosissimi Sanguinis Domini Nostri Jesu Christi, Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Belíssimo nome apesar do comprimento, para uma congregação religiosa.

A devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo remonta aos primórdios da Igreja, em reverência ao sangue de Jesus Cristo derramado na cruz e também em alusão ao sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia.

No século XIX, São Gaspar de Búfalo foi o grande propagador desta devoção, cujo reconhecimento pela Sé Apostólica permitiu a composição da missa e ofício próprios por ordem do Papa Bento XIV. Posteriormente, por decreto do Papa Pio IX, a devoção foi estendida à toda Igreja.

Era conhecido como o martelo dos carbonários (a franco-maçonaria italiana), porque combateu com rigor as investidas dos inimigos da Igreja, obtendo muitas conversões de afiliados da sociedade secreta, a maçonaria.

S. Gaspar foi “o verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue em todo o mundo”, seu lema era: “falar pouco, falar bem, falar na hora certa.

Ele disse um dia: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo temos de fazer muito, depressa e bem.” Ao pregar missões populares sempre era acompanhado de um grande crucifixo.

Depois de garimpar informações na internet a respeito dele, encontrei uma profecia relacionada com tempos futuros e castigos que estão para vir. Como São Gaspar outros santos, beatos, bem-aventurados e místicos também falaram dos três dias de trevas

Profecia de sobre os três días de trevas

A morte dos impenitentes perseguidores da Igreja ocorrerá durante os três dias de trevas,  mas aqueles que veneram o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, serão poupados desta catástrofe.

Quem sobreviver aos três dias de trevas e pranto, ver-se-a como único sobrevivente na Terra, pois em verdade, o mundo estará coberto de cadáveres. O mundo não tem visto nada semelhante desde os dias do dilúvio.”

São Gaspar de Búfalo foi beatificado por São Pio X em 1904, e canonizado pelo Papa Pio XII em 12 de junho de 1954. Seu dia de festa, como indicado no Martirológio Romano, é no dia da sua morte, 28 de dezembro, mas não foi incluída no Calendário Romano. Atualmente a festa de São Gaspar de Búfalo é comemorada no 21 de outubro.

A Rainha do Preciosíssimo Sangue, imagem que São Gaspar levava às missões

A Rainha do Preciosíssimo Sangue, imagem que São Gaspar levava às missões

A seguir a consagração ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo composta por São Gaspar de Búfalo

Consagraçao ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo

Senhor Jesus, que nos amais e nos libertastes dos nossos pecados com Vosso Sangue, eu Vos adoro, Vos bendigo e a me consagro a Vós com viva Fé.

Com a ajuda de Vosso Espírito, prometo entregar toda a minha existência, animada pela memória de Vosso Sangue, como um serviço fiel à vontade de Deus pelo advento de Vosso Reino.

Pelo Vosso Sangue derramado pela remissão dos pecados, purificai-me de toda culpa e renovai-me no coração, para que resplandeça sempre mais em mim a imagem do homem novo criado segundo a justiça e a santidade.

Pelo Vosso Sangue, sinal de reconciliação entre Deus e os homens, transformai-me em um instrumento dócil de caridade fraterna.

Pelo poder de Vosso Sangue, prova suprema de vossa caridade, dai-me a coragem de amar a Vós e aos irmãos até a doação de minha vida.

Ó Jesus Redentor, ajudai-me a levar cotidianamente a Cruz, para que a minha gota de sangue, unida ao Vosso, colabore na Redenção do Mundo.

Ó Sangue divino, que vivificais com a Vossa graça o Corpo Místico, transformai-me em pedra viva da Igreja.

Dai-me a paixão pela união entre os Cristãos.

Infundi em meu coração um grande zelo pela salvação de meu próximo.

Suscitai numerosas vocações missionárias na Igreja, para que a todos os povos seja dado conhecer, amar e servir o Deus Verdadeiro.

Ó Sangue Preciosíssimo, sinal de Redenção e vida nova, concedei-me a perseverança na Fé, na esperança e na caridade, para que, por vós escolhido, possa sair deste exílio e entrar na terra prometida do Paraíso, para cantar por toda a eternidade o meu louvor com todos os redimidos. Amém.

Para ler uma história mais completa de São Gaspar de Búfalo

A Salve Rainha

Salve Rainha

Depois do Padre Nosso e da Ave Maria, não há oração tão profunda, formosa e simples como a Salve Rainha, que desde os primeiros momentos de sua aparição, em fins do século X, foi recebida pela Igreja e adotada pela Cristandade, e se reza a cada dia em todos os lares e em todos os templos católicos, desde os mais suntuosos até os mais humildes.

Nada há de estranho que assim seja, pois esta preciosa oração reúne as condições de toda oração para ser perfeita, segundo a doutrina do Anjo das Escolas [São Tomás de Aquino]: pedir com instância uma graça determinada e estar ela ordenada à vida eterna (cfr. Suma Teológica, IIa IIae, q. 83, a. 17).

Por meio dela, sempre que nos sentimos angustiados pelas provas e amarguras da vida, recorremos ao trono celestial da Virgem, tesouro inesgotável de proteção e de consolo, saudando-a primeiramente com aquelas invocações de Rainha e Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, que resumem todos os motivos que temos para acudir a ela com filial e ilimitada confiança; expondo-lhe depois nossa triste condição de desterrados neste vale de lágrimas, através do qual caminhamos dolorosamente, como Ela caminhou um dia; pedindo-lhe, por último, que nos proteja com o dulcíssimo olhar dos seus olhos misericordiosos, e no final de nossa peregrinação mostre-nos Jesus, que é a ressurreição e a vida eterna. […]

Tantas são, com efeito, as belezas desta peregrina oração, tão profundos seus pensamentos, tão felizes suas expressões, que os historiadores da Idade Média, mais artistas que críticos, tais como João Eremita e Alberico de Trois Fontaines (aos quais mais tarde seguiram-se o grande canonista Alpizcueta e a Venerável Maria de Ágreda), acreditaram que tivesse origem angélica. […]

Várias nações reivindicaram sua paternidade, apresentando seus filhos mais preclaros como autores da grande oração mariana.

Mas, revisados pela crítica os títulos apresentados, foram se desfazendo muitos deles, e na hora presente não há mais que três escritores que podem aspirar à honra de terem composto a Salve Rainha: o germânico Hermann Contractus, o francês Aymar de Puy e o espanhol São Pedro de Mezonzo*.
Salve Regina
Oração da Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e
chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses
vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto de vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Salve Regina em latim

Salve, Regina, Mater misericordiae,
vita, dulcedo, et spes nostra, salve.
Ad te clamamus, exsules filii Hevae,
ad te suspiramus, gementes et
flentes in hac lacrimarum valle.

Eia, ergo, advocata nostra, illos
tuos misericordes oculos ad nos converte;
et Jesum, benedictum fructum ventris tui,
nobis post hoc exilium ostende.
O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

Ora pro nobis sancta Dei Genetrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

__________
Nota: o texto acima foi extraído do prólogo da seguinte obra:
Pe. Dr. Javier Vales Failde, La Salve Explicada, Tipografia de “El Eco Franciscano”, Santiago de Compostela, 1923.
* Nota da redação: Segundo uma tradição surgida no século XVI, São Bernardo, movido por inspiração divina, teria acrescentado as três invocações finais “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”. Mas há contra isso o silêncio dos contemporâneos do santo, e o fato de que o argumento da oração e sua conclusão sugerem um mesmo autor. (Cfr. H. T. Henry, Salve Regina, The Catholic Encyclopedia, Volume XIII, Copyright © 1912 by Robert Appleton Company, Online Edition Copyright © 2003 by K. Knight).

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Nossa Senhora de Quinche, Padroeira do Equador

Nossa Senhora do Quinche

Nossa Senhora de Quinche, Padroeira do EquadorA imagem de Nossa Senhora de Quinche é, fora de dúvida, a mais renomada do Equador, e seu Santuário, dos mais visitados. Sendo sua devoção infelizmente pouco conhecida no Brasil, apresentamos abaixo um resumo de sua história e de seus inumeráveis milagres

Não longe de Quito, rumo ao noroeste, existia uma tribo indígena chamada dos Oyacachis. Esses índios, ao que tudo indica, foram os que martirizaram o sacerdote jesuíta Rafael Ferrer. Mas, anos depois, já convertidos, desejavam possuir uma imagem de Nossa Senhora, o que não era muito fácil de se obter naqueles tempos.

Nascimento singelo da devoção

Um escultor de nome Diego Robles havia esculpido uma imagem para uma outra tribo indígena, mas como os silvícolas não quiseram ou não puderam pagá-la, vendeu-a aos Oyacachis. A imagem era de madeira, tendo 62 centímetros de altura. Os nativos, muito pobres e rústicos, colocaram-na numa gruta, à falta de outro lugar.

E querendo vesti-la de modo parecido a uma dama espanhola, trajaram-na com uma túnica de grosso pano, o único que possuíam, o qual porém não decorava bem a imagem. Nossa Senhora, Mãe por excelência, não se preocupou com o humilde traje, decidindo premiar a devoção dos indígenas.

Começou então a operar contínuos milagres. Muitas vezes saía de sua gruta e voltava somente no outro dia. Quando voltava, os índios perguntavam-lhe onde tinha estado, e a imagem simplesmente mostrava-lhes os pés cheios de lama, dando a entender que tinha ido socorrer diversas pessoas. Além disto, sabia-se na região que a gruta da imagem ficava em muitas ocasiões iluminada, e às vezes ouviam-se sons musicais sair dela.

Como começavam a aparecer peregrinos de outros locais, atraídos pelos numerosos milagres, decidiram os índios construir uma capela mais digna para a Mãe celeste.

Certo dia passou pela região o escultor da imagem. Os silvícolas encomendaram-lhe um pequeno altar para a Virgem, tendo ele se negado a construí-lo. E foi embora. Quando, porém, passava por uma ponte primitiva, seu cavalo deu um salto e ele caiu.

O escultor só não rolou pelo precipício porque uma de suas esporas ficara presa numa das cordas da ponte. Ficou dependurado assim sobre o abismo, e não conseguia sair do apuro. Lembrou-se então da imagem da Virgem dos Oyacachis…

Prometeu a Nossa Senhora que, caso o livrasse do perigo, ele voltaria e faria o altar. Apesar de ser aquele um local isolado, logo surgiram várias pessoas que o salvaram. Em cumprimento da promessa, o escultor voltou e construiu o altar.

Encantadora simplicidade, milagres portentosos

Nossa Senhora do Quinche

Toda a tribo colaborou na construção da capela. Uma índia, de costumes muito puros, tinha por encargo levar comida para os que se achavam no bosque cortando madeira.

Como seu pequeno campo estava pronto para a colheita, e ela não tinha a quem recorrer para ficar impedindo os pássaros de comer tudo, na sua simplicidade, foi até a imagem. E a nativa pediu-lhe que cuidasse de sua plantação.

Incrível misericórdia da Rainha dos Céus e da Terra: várias vezes, ao voltar, a indiazinha encontrava a própria Virgem Santíssima cuidando do trigal, da mesma forma que ela A via representada na imagem!

Um casal de índios foi ajudar a construção da capela, deixando seu filho junto a uma árvore enquanto trabalhavam. Ao retornar, um urso devorava o indiozinho. Afugentaram a fera, mas… o pequeno tinha perdido um braço e morrera. Os pais não duvidaram: levaram o pequeno cadáver junto à imagem e suplicaram um milagre. Nossa Senhora não se fez rogar por muito tempo: devolveu a vida e o braço ao menino!

Este estupendo milagre fez com que a devoção se difundisse enormemente e sua fama chegasse muito longe.

Trasladação da imagem, multiplicação dos milagres

SAntuario Nacional do Quinche

Após 30 anos, o então Bispo de Quito, Frei Luiz López de Solís, fez trasladar a imagem ao povoado de Quinche.

Motivo? Os infelizes índios eram dotados de temperamento muito volúvel. Se num momento iam bem, nada garantia que no minuto seguinte não se comportassem mal. Assim, aquela tribo, tão favorecida por Nossa Senhora, em meio a uma festa com bebedeira, recaíra no paganismo… Os silvícolas tomaram a cabeça de um urso e decidiram adorá-la. Retiraram as jóias da imagem e ofereceram-nas a esse fetiche.

Como castigo, o Bispo retirou-lhes a imagem e trasladou-a a um povoado próximo.

Mas Nossa Senhora é Mãe! Mesmo após o pecado, Ela não se esqueceu dos pobres Oyacachis e continuou a favorecê-los com milagres.

Havia, no povoado de Yaruquí, um indígena que sofria de hidropisia. Gastara toda sua fortuna de vacas e ovelhas com feiticeiras, as quais não o tinham curado. Desiludido, o índio recorreu à imagem e prometeu-lhe abandonar as feitiçarias, caso fosse curado.

Juntou o pouco dinheiro que lhe restava e mandou rezar uma Missa. Permaneceu na igreja o dia inteiro e já no outro dia estava curado. O milagre foi testemunhado pelo Pe. Francisco Cáceres, sacerdote naquele povoado.

Uma senhora distinta, devido a certa doença, não podia falar há três anos. Rezou uma novena diante da imagem, colocou em seus ombros um manto branco que aquela costumava usar, e logo ficou curada, sem que nunca mais voltasse a sofrer da doença.

Toda a população se traslada junto com a imagem…

Nossa Senhora do Quinche

Aumentando o número de peregrinos, decidiu-se fazer novo templo para a milagrosa imagem, que se tornou a Padroeira do país. Como o único terreno disponível ficava a certa distância do anterior Santuário, logo que a imagem foi mudada de local, em 1630, o povo também trasladou-se, surgindo assim, em torno da nova igreja, tornada Basílica nacional, uma nova cidade.

Já em nosso século, em fevereiro de 1909, houve um desastre ferroviário perto da cidade de Riobamba. Entre os feridos estava um senhor colombiano, que ao saltar do vagão em que viajava, teve o calcanhar destroçado por uma das rodas.

Apesar dos cuidados médicos, logo gangrenou a ferida e lhe avisaram que seria preciso amputar o pé. O colombiano, contudo, resistiu. Então, uma senhora sugeriu-lhe que fizesse uma peregrinação ao Santuário de Quinche, pedindo um milagre a Nossa Senhora. Ora, não é agradável fazer uma viagem por caminhos difíceis e longos, a cavalo e com gangrena no pé. E, naquela época, não havia outra alternativa.

O devoto colombiano, contudo, não teve dúvida e partiu em peregrinação. Já ao iniciar a viagem sentiu alguma melhora. Chegando à cidade de Quito, desceu do trem, alugou cavalos, um par de muletas e partiu rumo ao Santuário, a dois dias de marcha. Próximo ao templo, decidiu, em homenagem a Nossa Senhora, fazer o último trecho a pé, avançando de muletas. Ao chegar ao Santuário não sentia mais dores…

Examinaram-lhe o pé, tiraram as ataduras… a gangrena havia desaparecido. E, em seu lugar, surgira nova carnatura e o calcanhar perdido no desastre. O feliz peregrino deixou no Santuário, como lembrança, as muletas, e deu de presente a Nossa Senhora um manto e uma túnica de fios de prata.

Falta-nos espaço para relatar outros tantos e tantos milagres operados pela imagem, especialmente por ocasião das epidemias de peste que assolaram Quito. Entretanto, os prodígios acima relatados serão suficientes para aqueles que confiam na bondade e misericórdia da Mãe de Deus. Esperamos ter contribuído assim, ao menos um pouco, para fazê-La conhecer e amar.

Para concluir, apenas uma pergunta: se Ela operou e opera tantos milagres, não será, caro leitor, que Nossa Senhora de Quinche está à espera de sua oração para realizar mais um?

Oração a Nossa Senhora da Presentação do Quinche
 O Virgemzinha do Quinche
grande defensora dos desamparados
e esperança dos Vossos pobres filhos
pelo precioso Menino Jesus que levas nos braços
recebe este mensagem de nosso amor.
Dai-nos a graça de nunca
olvidarmo-nos de Vós,
mesmo nas mais variadas circnstâncias de nossa vida
e sobretudo concedei-nos a dita de expirar
pronunciando teu Santo Nome
sob Vosso maternal olhar. Assim Seja

A festa de Nossa Senhora do Quinche é celebrada no dia 21 de novembro

__________
Bibliografia:
– Pe. Carlos Sono, Historia de la Imagen y del santuário del Quinche, Quito, 1903.
– Pe. Ruben Vargas Ugarte, S.J.; Historia del Culto de Maria en Iberoamérica, Talleres Gráficos Jura, Madrid, 1956, Tomo II.
– Pe. José Julio Maria Matovelle, Obras Completas, Cuenca, 1981.

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Nossa Senhora de Avioth, devoção medieval que esta na origem de uma tradição da Igreja

Nossa Senhora de Avioth
Nossa Senhora de Avioth, devoção medieval que esta na origem de uma tradição da Igreja

A fé pode mover montanhas, e Nossa Senhora não fica alheia aos esforços das pessoas cheias de fé. É o que nos mostra a história desta devoção mariana na França

O contraste não poderia ser mais notório: uma igreja enorme, para uma cidadezinha muito pequena. Os 125 habitantes de Avioth, vila francesa a poucos quilômetros da fronteira com a Bélgica, podem entrar todos juntos na igreja e ainda sobra muito, mas muito espaço mesmo.
Basilica de Nossa Senhora de Avioth
A primeira pergunta que ocorre ao espírito é se a cidadezinha já foi bem maior e, sei lá por que motivos, hoje mora pouca gente no local. Mas não é isso. A resposta está ligada à história da imagem de Nossa Senhora de Avioth.

No ano de 1100 os lavradores descobriram uma imagem num matagal de espinhos, no local chamado “d’avyo”, que com o tempo se transformou em Avioth.

Passada a surpresa, decidiram levá-la à igreja de Saint Brice, a dois quilômetros dali. Mas na manhã seguinte a imagem tinha voltado ao exato local de onde a tinham tirado.

Resultado: decidiram deixá-la no lugar e venerá-la ali mesmo. Análises mostram que a imagem foi esculpida em madeira, antiga de uns 900 anos. Nossa Senhora tem um cetro na mão e segura o Menino Jesus.

Uma devoção que se expande a toda a Igreja e que nasceu de um peregrino; São Bernardo de Claraval
São Bernardo de Claraval, célebre peregrino de Avioth, que esta na origem do costume de rezar a Salve Rainha após as Missas
Houve vários milagres no início, e as peregrinações começaram a afluir em número crescente. Talvez o peregrino mais célebre tenha sido São Bernardo de Claraval, fundador dos monges cistercienses e pregador da II cruzada contra os muçulmanos. Quando esteve em Avioth, decidiu que na sua ordem fosse sempre rezada a Salve Rainha após a missa, costume que depois se estendeu a toda a Igreja.

Graças às peregrinações, pessoas foram se instalando no local, e a partir de 1180 Avioth já era um povoado. Com as peregrinações, veio o desejo de se construir uma igreja digna da Santíssima Virgem. A capela original foi erguida no século XII, e a enorme igreja entre os séculos XIII e XIV, sendo que o auge das peregrinações se deu no início do século XV.

Hoje, alguns perguntariam por que construir algo tão grande. Mas, para os habitantes do local e os peregrinos da época, essa pergunta não se punha. Eram pessoas de fé ardente, e nada lhes parecia demasiado grande para Nossa Senhora.

Meninos mortos sem batismo
Nossa Senhora de Avioth, rogai por nós
Além disso, o número dos peregrinos era enorme, devido a uma particularidade da devoção.

A imagem era conhecida inicialmente como padroeira das causas desesperadas. Por isso iam lá pessoas seriamente doentes, de modo especial as contaminadas com lepra, doença incurável na época, e que exigia completa separação do resto da sociedade para evitar o contágio.

Igualmente conduziam-se para lá doentes mentais, que eram deixados numa sala ao lado da imagem, para que esta os tranqüilizasse.

Mas o motivo principal das peregrinações era levar lá os corpos das crianças que tinham morrido sem receber o batismo. Ensina a doutrina católica que o Céu, fechado para nós devido ao pecado de Adão, tornou-se aberto pelos méritos infinitos da Paixão de Nosso Senhor. As pessoas que recebem o batismo e morrem em estado de graça vão para o Céu.

Ora, as crianças que morrem numa idade tão tenra não podem ter cometido pecado, por isso basta que sejam batizadas para ir ao Céu. Mas para ser batizada é preciso que a criança esteja viva – geralmente se considera o prazo de umas duas horas para a alma abandonar o corpo.

Mas se a criança morresse sem que alguém a batizasse? Nada pior para os pais, já que o morto, além de ter perdido a vida terrena, poderia perder a vida eterna no Céu e ser conduzida ao Limbo!

Por isso os pais vinham de até 60 km ao redor de Avioth, trazendo os corpos dos pequenos mortos, que deixavam aos pés da imagem durante uma hora. Durante esse tempo, rezavam e esperavam algum sinal de vida.

Este sinal poderia ser um pouco de suor, efusão de sangue, algum calor corporal, movimento de veias ou de membros, um pouco de vermelhidão, etc. Dando-se isto, considerava-se que havia vida, por menos intensa que fosse, e o sacerdote podia batizar o falecido, o qual assim ganharia o Céu de forma segura.

Durante o século XVII, eram batizadas desta forma umas 12 crianças por ano. O objetivo desta devoção não era pedir a Nossa Senhora a ressurreição, mas um pequeno intervalo de vida suficiente para o morto poder ser batizado. Depois, pouco antes da Revolução Francesa, esta prática foi proibida.

“Ladrões” piedosos…
Nossa Senhora de Avioth
Na história da imagem existe um episódio realmente pitoresco. Corria o ano de 1905, e na França tinha sido aprovada uma lei anti-religiosa, pela qual os bens da Igreja passavam a ser propriedade da nação. Com isso, iam oficiais a todas as igrejas e catalogavam os objetos nelas contidos, podendo depois permitir o uso (não a propriedade) deles pelos católicos.

O pároco local, padre Soyez, e uns piedosos vizinhos decidiram que a imagem não seria catalogada no inventário de objetos presentes na igreja, e imaginaram um simulacro de roubo.

Uma noite os “ladrões” entraram na igreja e levaram só a imagem. Deixaram no local a roupa, a coroa e o cetro, objetos de valor material, tudo em perfeita ordem. Definitivamente, eram “ladrões” piedosos… Claro que a polícia dos revolucionários suspeitou que o roubo não havia sido praticado com o fim de obter dinheiro.
solene coroação da imagem em 1934
A imagem foi deixada numa casa de família, onde só seus quatro habitantes e o padre tinham conhecimento do fato. A polícia realizou algumas buscas, mas sem conseguir encontrá-la. Certo dia, passando com alguns senhores das redondezas diante dessa casa, o padre Soyez cometeu a imprudência de dizer: “saudemos a Virgem de Avioth”.

Obviamente, os outros desconfiaram que ela estava na casa diante da qual passavam, mas nada disseram. Quando se acalmou a perseguição religiosa, a imagem voltou em procissão para a igreja.
festa de Nossa Senhora de Avioth em 1934
Uma história menos edificante aconteceu quando os alemães ocuparam o local durante a Primeira Guerra Mundial. Algum oficial anti-religioso decidiu transformar a basílica em cavalariça! Pregaram nas paredes ferros para amarrar os cavalos.

Esses ferros foram deixados até hoje, para fazer constar a barbárie dos que não têm religião.
peregrinação de Nossa Senhora de Avioth (16 de julho)
Em 1934 a Virgem foi coroada solenemente, e todos os anos a procissão da imagem se realiza a 16 de julho.

A Salve Rainha passa a rezar-se em toda a Igreja após a Missa a partir desta devoção medieval

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia,
vida e doçura esperança nossa, salve!
A Vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A Vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois, advogada nossa.
Esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro nos mostrai Jesus,
bendito fruto em vosso ventre,
ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa mãe de Deus,
Para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Cristo
Amém

Salve Regina em latim

Salve, Regina, Mater misericordiae,
vita, dulcedo, et spes nostra, salve.
Ad te clamamus, exsules filii Hevae,
ad te suspiramus, gementes et flentes
in hac lacrimarum valle.
Eia, ergo, advocata nostra, illos tuos
misericordes oculos ad nos converte;
et Jesum, benedictum fructum ventris tui,
nobis post hoc exilium ostende.
O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.
Ora pro nobis sancta Dei Genetrix.
Ut digni efficiamur
promissionibus Christi.

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Santo Antônio Maria Claret “O Santo de todos”

Santo Antônio Maria Claret

Uma das maiores figuras católicas do século XIX; a história da Espanha, nessa época, não pode ser compreendida sem o estudo da vida do grande missionário.

Santo Antônio Maria Claret foi um dos grandes esteios da Santa Igreja no seu tempo.

Pio XII, quando o canonizou em 1950, chamou-o de “Santo de todos”. Isso porque, diz o Pontífice, “nele olham os artesões, os sacerdotes, os bispos e todo o povo cristão, já que se encontram nele exemplos preclaros com que se alentar e encorajar-se, cada qual segundo seu estado, nessa perfeição cristã da qual unicamente podem sair, nas perturbações presentes, os oportunos remédios e atrair tempos melhores”.(1)

Esse santo, de uma atividade espantosa, foi “apóstolo da palavra, pregando inumeráveis sermões; apóstolo da pena, publicando muitíssimos volumes; apóstolo da Imprensa, criando academias, livrarias e bibliotecas; apóstolo da ação social católica e dos exercícios espirituais.

Catequista, missionário, diretor espiritual, fundador de congragações, arcebispo, pedagogo, anjo tutelar da família real espanhola
Santo Antônio Maria Claret em 1857 em Madri
Foi catequista, missionário, formador do clero, diretor de almas, fundador de congregações, pedagogo e ‘anjo tutelar da família real’, em frase de Pio XI; mas, sobretudo, eminentemente santo”.(2)

Pregador popular, fundou a Congregação Missionária dos Filhos do Coração Imaculado de Maria. Foi Arcebispo de Santiago de Cuba, confessor e conselheiro da rainha Isabel II, da Espanha. No Concílio Vaticano I, destacou-se como intrépido defensor da infalibilidade pontifícia.

Como não é possível abarcar aqui toda a obra desse incansável batalhador, limitar-nos-emos a algumas rápidas pinceladas.

Antônio João Adjutor nasceu no dia 23 de dezembro de 1807 em Sallent, diocese de Vich, província de Barcelona, na Espanha, quinto dos 11 filhos de João Claret e Josefa Clará. Proprietários de uma pequena tecelagem, eram eles “honrados e tementes a Deus, muito devotos do Santíssimo Sacramento do Altar e de Maria Santíssima”, como diz o santo em sua autobiografia.(3)

No Crisma, “por devoção a Maria Santíssima, acrescentei o dulcíssimo nome de Maria, porque Maria Santíssima é minha Mãe, minha Madrinha, minha Mestra, minha Diretora e meu tudo depois de Jesus”.

Piedade e verdadeira vocação sacerdotal
Santo Antônio Maria Claret em 1860 em Madri
“Eis que se me apresenta Maria Santíssima, […] e me disse: ‘Antônio, esta coroa será tua se vences’”.

De uma piedade precoce, desde a idade de cinco anos já se preocupava com a eternidade e o destino do homem. Adulto, pondera: “Não sei compreender como os outros sacerdotes que crêem nestas mesmas verdades que eu — e todos devemos crer — não pregam nem exortam para preservar as pessoas de caírem nos infernos”.

Sua devoção à Santíssima Virgem surgiu quase que com o uso da razão: “nunca me cansava de estar na igreja diante de Maria do Rosário, e falava-lhe e rezava com tal confiança, que cria bem que a Santíssima Virgem me ouvia”.

Compreende-se que, assim, a vocação sacerdotal despertasse nele muito cedo: “Sendo ainda muito pequeno, quando estava ainda no Silabário, fui perguntado por um grande senhor, que veio visitar a escola, o que queria ser. Eu lhe respondi que queria ser sacerdote”.

Acentuado espírito missionário

Santo Antônio Maria Claret em 1869
Adolescente, começou a trabalhar na tecelagem do pai; como fez muitos progressos nessa arte, foi especializar-se em Barcelona, grande centro da indústria têxtil. Com muita aplicação no trabalho e um talento fora do comum, dominou tão bem a arte têxtil, que iria longe se se dedicasse exclusivamente a ela.

Mas o apelo de Deus se fez mais premente, e ele resolveu romper de uma vez com o mundo e retirar-se para uma cartuxa. Mas acabou optando por ser sacerdote secular.

Em 1829 Antônio ingressou no Seminário de Vich. Nesse tempo, como pegou uma forte gripe, mandaram-lhe guardar o leito. Num desses dias foi atacado por terrível tentação contra a pureza. Recorria a Nossa Senhora, ao Anjo da Guarda, aos seus santos padroeiros, mas tudo em vão.

Finalmente, “eis que se me apresenta Maria Santíssima, formosíssima e graciosíssima, […] e me disse: ‘Antônio, esta coroa será tua se vences’.[…] E a Santíssima Virgem me punha na cabeça uma coroa de rosas que tinha no braço direito”. Essa não foi a única graça mística que recebeu. Em sua vida, há várias manifestações palpáveis do sobrenatural.

No dia 13 de junho de 1835, festa de seu patrono, Antônio recebeu a ordenação sacerdotal, e foi nomeado coadjutor em sua cidade natal.

Compreendeu então que sua vocação era a de ser missionário, e quis evangelizar os povos da Catalunha, órfãos desde a supressão das Ordens religiosas. Como isso não era factível por causa da guerra civil, foi a Roma pedir admissão na Congregação das Missões Estrangeiras.

Pregar “oportuna e inoportunamente”

Santo Antônio Maria Claret no exilio
Na Cidade Eterna, depois de fazer os Exercícios Espirituais com padres da Companhia de Jesus, resolveu nela ingressar, e começou o noviciado.

Mas sobreveio-lhe aguda dor em uma perna, e teve que voltar para a Espanha. Pouco depois o Padre Geral da Companhia de Jesus lhe escrevia: “Deus o trouxe à Companhia, não para nela ficar, mas para que aprendesse a ganhar almas para o Céu”.

Antônio Maria obteve então licença para pregar missões na Catalunha e nas ilhas Canárias. Operava curas milagrosas, tanto materiais quanto espirituais, expelindo demônios dos possessos, regularizando casais mal-casados.

A isso movia-o o intenso desejo de livrar almas do inferno, pois “obriga-me a pregar sem parar o ver a multidão de almas que caem nos infernos, porque é de fé que todos os que morrem em pecado mortal se condenam”.

Animava-o o exemplo de São Paulo: “Como corre de uma parte a outra, levando, como vaso de eleição, a doutrina de Jesus Cristo!

Ele prega, escreve, ensina nas sinagogas, nos cárceres e em todas as partes; trabalha e faz trabalhar oportuna e inoportunamente; sofre açoites, pedras, perseguições de toda espécie, calúnias as mais atrozes”. Pode-se dizer que essa descrição cabe também a Santo Antônio Maria Claret.

Diz ele: “Quando ia missionando, tocava nas necessidades e, segundo via e ouvia, escrevia um livrinho ou um folheto. Se na população observava que havia o costume de cantar cânticos desonestos, publicava um folheto com um cântico espiritual ou moral. Por isso os primeiros folhetos que publiquei, quase todos, são de cânticos”.

Fundador dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria
Santo Antônio Maria Claret no exilio
Em 1849 o Pe. Antônio Maria fundou, com mais cinco sacerdotes, uma Congregação religiosa cujos membros seriam seus auxiliares na obra das missões, com o nome de Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria.

Assim descreve como deve ser esse missionário: “Um Filho do Imaculado Coração de Maria é um homem que arde em caridade e que abrasa por onde passa; que deseja eficazmente e procura por todos os meios acender em todo o mudo o fogo do divino amor. Nada o pára; goza nas privações; procura os trabalhos; abraça os sacrifícios; compraz-se nas calúnias e se alegra nos tormentos. Não pensa senão em como seguirá e imitará a Jesus Cristo em trabalhar, sofrer e no procurar sempre e unicamente a maior glória de Deus e a salvação das almas”.

Nomeado Arcebispo de Santiago de Cuba em 1850, afirma em suas palavras de saudação que “a verdadeira Prelada será a Virgem Santíssima, e a forma de governo a que Ela me inspire”.

Na primeira missão que pregou na Ilha o fruto foi tão grande, que 40 confessores não foram suficientes para atender todas as confissões. A comunhão geral, distribuída por três sacerdotes, durou seis horas! Somente nessa missão, foram legitimados 8.577 matrimônios.

Os “espíritos fortes” fizeram várias tentativas infrutíferas para matá-lo, mas Nossa Senhora velava por ele.

Espirito profético. Desvendando o futuro de Cuba e Espanha

Santo Antônio Claret fez muitas profecias. Por exemplo, quando em Cuba, profetizou “grandes terremotos”. Estes vieram. Quando as autoridades quiseram remover os escombros, alertou: “Haverá outro”. Depois profetizou: “Se os pecadores não despertam com os terremotos, Deus passará a castigá-los no corpo com a peste ou cólera”.

Veio a epidemia de cólera-morbo, que em três meses fez 2.734 vítimas. Afirmou, no entanto, que isso fora uma misericórdia de Deus, porque “muitos que não se haviam confessado na missão, se confessaram para morrer; e outros, que se haviam convertido e confessado na missão, se haviam precipitado outra vez nos mesmos pecados. E Deus, com a peste, os levou”.
A rainha Isabel II da Espanha tinha como diretor espiritual a Santo Antônio Maria Claret
Em 1861, já como confessor da Rainha Isabel II, “o Senhor me fez conhecer os três grandes males que ameaçavam a Espanha, e são: o protestantismo, ou melhor, a descatolização, a república e o comunismo. Para atalhar estes males, me deu a conhecer que se haviam de aplicar três devoções: o Triságio, o Santíssimo Sacramento e o Rosário”.

Combatendo os erros dos socialistas

Escrevendo sobre uma visita que fez às províncias da Andaluzia, na Espanha, no ano de 1862, o indômito Arcebispo comenta o trabalho dos socialistas naquela região, aproveitando-se da apatia de governantes e eclesiásticos. Anota vários erros espalhados por eles, dos quais, por sua atualidade, citaremos um que poderia ser subscrito hoje pela CPT, MST e congêneres:

“Até agora os ricos desfrutaram as terras. Já é tempo que as desfrutemos e as dividamos entre nós. Essa divisão não só é de eqüidade e justiça, mas também de grande utilidade e proveito; pois os terrenos aglomerados pelos ricos ladrões são infrutíferos. Divididos entre nós em pequenos lotes, e cultivados por nossas próprias mãos, darão abundantes colheitas”.

Comenta o Santo: “Com essas perorações e demais meios tão aliciantes e fascinantes, e ameaçando e insultando aos que não cediam logo, foi como [o movimento socialista] tomou grandes proporções em tão pouco tempo”.

Santo Antônio Maria Claret faleceu no dia 24 de outubro de 1870, no mosteiro cisterciense de Fontfroide (França), sendo canonizado por Pio XII em maio de 1950. A sua festa litúrgica celebra-se no dia 23 de outubro.

Sobre sua sepultura, como epitáfio, puseram as conhecidas palavras do Papa São Gregório VII: “Morro no desterro por ter amado a justiça e odiado a iniquidade”.

Santo Antônio Maria Claret e Clara
A seguir duas belas orações compostas por Santo Antônio Maria Claret;

Oração de Santo Antônio Maria Claret para pedir as virtudes

Creio, Senhor, mas fazei que eu creia com mais firmeza.
Espero, Senhor, mas fazei que eu espere com mais segurança.
Amo, Senhor, mas fazei que eu ame com mais ardor.
Arrependo-me, Senhor, mas fazei que me arrependa com mais força.
Eu vos suplico, Senhor: que quereis que eu faça?
Ensinai-me a cumprir vossa vontade, porque vós sois o meu Deus.
Concedei-me um coração atento, para entender o vosso povo e discernir entre o bem e o mal.
Pai, dai-me humildade, mansidão, castidade, paciência e caridade.
Ensinai-me a bondade, a ciência e a disciplina e dai-me a imensa riqueza do vosso amor e da vossa graça.
Meu Deus, meu Jesus: com todo o meu ser, quero viver na Cruz, na Cruz morrer, da Cruz não descer por minhas mãos, mas pelas mãos dos outros e somente depois de ter consumado meu sacrifício.
Quanto a mim, jamais me aconteça gloriar-me em outra coisa que não seja a Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Amém.

Invocações a Maria

Deus vos salve, Imaculada Maria, Filha de Deus Pai,
Deus vos salve, Imaculada Maria, Mãe de Deus Filho.
Deus vos salve, Imaculada Maria, Templo de Deus Espírito Santo.
Deus vos salve, Maria, Mãe e Advogada dos pecadores.
Bendita sois entre todas as mulheres.
Vós sois a glória de Jerusalém, a alegria de Israel e a honra do nosso povo.
Vós sois o amparo dos excluídos, o consolo dos aflitos, a luz dos navegantes.
Vós sois a saúde dos enfermos, o alento dos moribundos e a porta do céu.
Depois de Jesus Cristo, fruto bendito do vosso ventre, Vós sois toda a nossa esperança.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce e Imaculada Maria!

_____________
Notas:
1- AAS 42 (1950), 480. Apud San Antonio Maria Claret – Escritos Autobiográficos y espirituales, Biblioteca de los Autores Cristianos (BAC), Madrid, 1959, Prólogo, p. xv.
2- Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S. A., Saragoça, 1955, vol. V, p. 543.
3- Autobiografia, BAC, edição acima. Todos os textos citados entre aspas sem menção da fonte foram extraídos desta obra.

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Senhor Santo Cristo dos Milagres; devoção secular dos Açores – II

Senhor Santo Cristo dos Milagres

Hoje concluimos esta série de artigos publicando orações e o hino em louvor do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

Oração ao Senhor Santo Cristo

Ó bom e amantíssimo Jesus, que por amor das nossas almas quisestes ser açoitado, coroado de espinhos e considerado como rei de comédia no Pretório de Pilatos, dando-nos o exemplo máximo de humildade, fazei que atraídos pela Vossa face adorável, não tenhamos outro pensamento que não seja para Vos louvar, outro desejo que não seja o Vosso amor.

Fazei, Senhor, que a nossa vida seja sempre iluminada pelos clarões da Vossa Sagrada Paixão, a fim de, nas contrariedades, sentirmos a Vossa força, nas aflições, a Vossa consolação, nas dores o Vosso refrigério, nas tristezas, a Vossa alegria, chegando assim incólumes ao Vosso Reino Eterno. Amém.

Novena ao Senhor Santo Cristo dos Milagres
Senhor Santo Cristo dos Milagres, no seu altar

Meu Jesus, em Vós depositei toda minha confiança.
Vós sabeis de tudo Pai e Senhor do Universo.
Sois o Rei dos Reis.
Vós que fizestes o paralítico andar, o morto voltar a vida, o leproso sarar.
Vós que vedes minhas angústias, as minhas lágrimas, bem sabeis Divino Amigo como preciso alcançar de Vós esta grande graça (pede-se a graça com fé).
A minha conversa convosco,
Mestre, me dá ânimo e alegria pra viver.
Fazei Divino Mestre que antes de terminar esta conversa que terei convosco durante 9 dias, eu alcance esta graça que peço com fé.
Como gratidão, publicarei esta oração para outros que precisam de Vós, e aprendam a ter fé e confiança na Vossa Misericórdia.
Ilumine meus passos, assim como o sol ilumina todos os dias o amanhecer e testemunha a nossa conversa Jesus tenho confiança em Vós, faça aumentar minha fé
cada vez mais.

Rezar nove dias seguidos.

Hino ao Senhor Santo Cristo dos Milagres
Senhor Santo Cristo dos Milagres
O Hino do Santo Cristo foi composto, nos anos setenta do século XIX, pelo músico Candeias, da Banda Militar de Ponta Delgada.

“Glória a Cristo, Jesus, glória eterna,
Nosso Rei, nossa firme esperança,
Soberano que os mundos governa
E as nações recebem por herança.
Com o manto e o ceptro irrisório,
Sois de espinhos cruéis coroado,
Rei da dor, uma vez, no Pretório,
Rei de amor, para sempre adorado.

Combatendo, por vossa Bandeira
Que, no peito, trazemos erguida,
Alcançamos a paz verdadeira
E a vitória nas lutas da vida.

Só a vós, com inteira obediência
Serviremos com firme vontade,
Porque em Vós há justiça e clemência
Porque em Vós resplandece a verdade.

Concedei-nos, por graça divina,
Que sejamos um povo de eleitos,
Firmes crentes na Vossa doutrina,
Cumpridores dos Vossos preceitos”.

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Nossa Senhora de Fátima; um acontecimento capital do século XX

13 de maio Nossa Senhora de Fátima

Nossa Senhora de Fátima; um acontecimento capital do século XX

Sobre Fátima ninguém ignora que se trata de uma invocação de Nossa Senhora a cintilar no firmamento da Igreja. Qual a origem histórica desta invocação? Qual o seu significado exato? Qual seu alcance para a vida espiritual e as atividades de apostolado? É o que muitos não saberiam dizer.

Dos fatos, daremos apenas uma narração muito sucinta, o mínimo necessário para que leitores menos informados possam acompanhar o comentário. Desejamos acentuar alguns aspectos das mensagens de Nossa Senhora, que em geral não se põem no necessário relevo.

Os videntes: os três pastorinhos de Fátima; Jacinta, Francisco e Lúcia

Lúcia, Francisco e Jacinta são as três crianças favorecidas pelas visões de Fátima. Lúcia nascera em 1907, Francisco em 1908, Jacinta em 1910. Francisco e Jacinta eram irmãos, e Lúcia era prima deles. Os três provinham de modestíssima família de Aljustrel, vilarejo próximo do lugar das aparições. Absolutamente ignorantes, tinham por ocupação o pastoreio.

Passavam, pois, fora de casa grande parte do dia, aproveitando o tempo, na medida em que o trabalho o permitia, para brincar e rezar. Nessa vida inocente, suas almas conservavam uma candura angélica, e iam adquirindo uma piedade e uma força de que deram ulteriormente provas admiráveis.

A Cova da Iria, lugar das visões, era então um ermo, e pertencia aos pais de Lúcia. Segundo tradições dignas de respeito, o Bem-aventurado Nuno Álvares Pereira estivera orando ali na véspera da famosa batalha de Aljubarrota.

As visões de Nossa Senhora em Fátima ocorreram em 1915, 1916 e 1917

As visões de Fátima se dividem em três grupos bem distintos. As primeiras se deram, não propriamente na Cova da Iria, mas em lugar muito próximo, denominado Lapa do Cabeço. Ocorreram em 1915 e 1916. Apareceu nelas um Anjo que se intitulou o Anjo de Portugal.

As outras se verificaram na Cova de Iria, em 1917. Apareceu sempre Nossa Senhora, e uma vez toda a Sagrada Família. Quer por sua seriação cronológica, quer pela qualidade das pessoas que se manifestaram, quer pelo conteúdo das mensagens, é fora de dúvida que as aparições de 1915 e 1916 foram uma preparação para as de 1917.

Estas constituem a parte central de toda a série de visões. Vem por fim um grupo complementar, constituído pelas aparições de Nossa Senhora aos videntes depois das que ocorreram em Fátima. Deram-se em datas diversas e a cada um deles em separado. Constituem complemento, aliás essencial, das anteriores.

Anjo de Portugal prepara a vinda da Virgem Santíssima

Em 1915, entre abril e outubro, deu-se uma primeira manifestação sobrenatural. Lúcia guardava o rebanho com três outras meninas, quando “viram pairando sobre o arvoredo do vale, que se estendia a seus pés, uma nuvem, mais branca do que a neve, algo transparente, com forma humana”. Francisco e Jacinta não estavam presentes. Em dias diferentes, esta aparição se repetiu duas vezes.

Em 1916, deu-se nova aparição, desta vez em presença de Lúcia, Jacinta e Francisco. Não havia outras crianças. Repetiram-se assim mais duas aparições.

O Anjo se manifestava sob a forma de um jovem resplendente, de uma consistência e um brilho como do cristal atravessado pelos raios do sol. Ensinou-os a rezar, com a fronte curvada até o chão, a seguinte prece: “Meus Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

E acrescentou que os Corações de Jesus e de Maria estavam atentos à voz de suas súplicas. Recomendou-lhes que oferecessem “tudo que pudessem”, em reparação pelos pecados e pela conversão dos pecadores. Declarou que era o Anjo de Portugal, e que deviam orar por sua pátria.

Na terceira aparição, o Anjo trazia um cálice na mão, e sobre ele uma Hóstia da qual caíam dentro do cálice algumas gotas de sangue. Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra e repetiu três vezes a seguinte oração: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferença com que é ofendido. E, pelos méritos infinitos de Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.

Depois, deu a Hóstia a Lúcia; e o cálice, deu-o a beber a Francisco e Jacinta, dizendo ao mesmo tempo: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajados por homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.

Nesta narração sucinta, reproduzimos só o essencial, omitindo a profunda impressão que as palavras do Anjo produziram nas três crianças, os numerosos sacrifícios com que a partir desse momento começaram a expiar pelos pecadores, a oração a bem dizer incessante, em que se transformou sua vida. Estavam assim sendo preparadas para as revelações de Nossa Senhora.

Nossa Senhora em Fátima pede a conversão dos pecadores

As aparições de Nossa Senhora foram em número de seis, respectivamente nos dias 13 de maio, junho, julho, setembro e outubro de 1917. A aparição do mês de agosto ocorreu no dia 19, e não no dia 13. Os três pastorinhos estiveram presentes a todas. À primeira, não estavam na Cova da Iria senão eles. Nas outras, o número de pessoas presentes foi crescendo a ponto de se transformar, na última, em verdadeira multidão, calculada em 70.000 pessoas.

Na primeira aparição, Nossa Senhora anunciou que viria mais cinco vezes, em cada mês seguinte, e mais tarde voltaria uma sétima vez. E, diga-se de passagem, esta última promessa ainda está para se realizar.

Em que ocasião será? Prometeu Ela o Céu aos pastorinhos, e lhes pediu que aceitassem os sofrimentos que a Deus aprouvesse enviar-lhes para reparação dos pecados e conversão dos pecadores. Os três aceitaram. Nossa Senhora lhes predisse então que sofreriam muito, mas a graça de Deus não os abandonaria. E por fim lhes recomendou que rezassem diariamente o Terço para alcançar o fim da guerra e a paz do mundo.

Devoção ao Rosário e ao Imaculado Coração de Maria

Na segunda aparição, Nossa Senhora insistiu sabre o Terço diário e recomendou às três crianças que aprendessem a ler. Ensinou-lhes também uma jaculatória, a ser rezada no Terço, entre mistério e mistério: “Oh meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno e os pobres pecadores, especialmente os mais necessitados”.

Nesta aparição, Nossa Senhora prometeu que levaria para o Céu, em breve, Francisco e Jacinta, e anunciou que Lúcia viveria por mais tempo, para cumprir na terra uma missão providencial: “Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. E como Lúcia se mostrasse apreensiva, confortou-a Nossa Senhora prometendo: “O meu Imaculado Coração será teu refúgio e o caminho que conduzirá até Deus”.

Ainda nesta aparição, a Santíssima Mãe mostrou aos pastorinhos um coração cercado de espinhos que o penetravam: era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade. E prometeu assistir na hora da morte, com as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no primeiro sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Lhe fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de A desagravar.

Nossa Senhora apareceu pela terceira vez a 13 de julho. Depois de haver recomendado mais uma vez a recitação diária do Terço, ensinou aos pequenos pastores uma nova jaculatória a ser rezada com freqüência, e especialmente quando fizessem algum sacrifício: “Oh meu Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.

A visão do inferno e anúncios de castigos

Maria Santíssima, então, fez ver o inferno aos três pastorinhos: “Vimos um mar de fogo, e nele mergulhados os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que saíam delas mesmas juntamente com nuvens de fumo, caindo por todos os lados — como as fagulhas nos grandes incêndios —, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. […]

Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa.

“Assustados, e como que a pedir socorro, levantamos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:

— “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.

Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar; mas, se não deixarem de ofender a Deus, virá outra pior”.

Estas últimas palavras abriam naturalmente caminho para outro assunto. A Santíssima Virgem continuou: “Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo dos seus crimes por meio da guerra, da fome e da perseguição à Igreja: os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, e várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará”.

O milagre do sol e o segredo de Fátima

Dezenas de milhares de pessoas testemunham o milagre do sol ocorrido em 13 de outubro de 1917
A 13 de agosto não houve aparição: os pequenos videntes estavam presos, à disposição do Administrador de Ourém, movido de zelo laico e republicano. Nossa Senhora apareceu entretanto, e inesperadamente, no dia 19 do mesmo mês.

Neste dia, a Santíssima Mãe de Deus prometeu um insigne milagre para outubro, comunicou suas instruções relativamente ao emprego do dinheiro que os fiéis deixavam no local das aparições, e mais uma vez recomendou orações e penitência: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

A 13 de setembro, a Virgem Santíssima insistiu também na recitação diária do Terço para alcançar o fim da guerra, elogiou a fidelidade dos pastorinhos à vida de mortificação que lhes tinha pedido e recomendou que se moderassem algum tanto neste ponto. Confirmou a promessa de um milagre na aparição de outubro, e anunciou que os três veriam então a Sagrada Família. Prometeu também operar algumas das curas pedidas por eles.

Foi somente a 13 de outubro que Nossa Senhora revelou sua identidade aos pastorinhos, dizendo: “Eu sou a Senhora do Rosário”. Anunciou que a guerra terminaria em breve, e recomendou: “Não ofendam mais a Nosso Senhor, que já está muito ofendido”. Lúcia pediu a cura de algumas pessoas. A Senhora respondeu que curaria “uns sim, outros não”. E acrescentou: “É preciso que se emendem, que peçam perdão de seus pecados”. Apareceu em seguida a Virgem com São José e o Menino Jesus. Em certo momento, apresentava-se como a Senhora das Dores. Pouco depois, como a Senhora do Carmo.

Foi durante esta aparição que ocorreram os sinais prometidos para autenticar o que narravam os pastorinhos.

Na visão de julho, a Santíssima Virgem comunicou seu famoso segredo. Nossa Senhora pediu que a humanidade se convertesse de seus pecados e que o Santo Padre, com todos os Bispos, consagrasse a Rússia a seu Imaculado Coração. Se não, sobreviria nova guerra, que muitas nações seriam aniquiladas, a Rússia espalharia os seus erros, o Santo Padre teria muito que sofrer.

Acerca da consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, a Irmã Lúcia teve nova visão em 1929, segundo refere o Pe. João de Marchi (Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, p. 308). Nessa visão, ocorrida na capela das Irmãs Dorotéias, em Thuy, na Espanha, Nossa Senhora mais uma vez pediu a consagração da Rússia ao seu Coração, a ser feita pelo Papa em união com os Bispos de todo o mundo.

Notas:
Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, do Revmo. Pe. João de Marchi.
Francisco, do Revmo. Pe. J. Rolim.
(Este artigo é um resumo de três artigos publicados em 1953 da autoria de Plinio Corrêa de Oliveira na revista Catolicismo veja a
matéria completa)

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